A polêmica de Hitler no ato sexual
A campanha Aids Is A Mass Murderer colocou na internet, no dia 3, um vídeo em que Adolf Hitler aparece em cenas picantes com uma mulher. A produção causou polêmica desde o início, ainda mais a partir de ontem, dia 9, quando o vídeo estreou na televisão alemã. O YouTube já proibiu a propaganda, mas é possível ver o vídeo no site oficial da campanha, disponível em alemão, inglês e espanhol. Ou aqui mesmo, é só dar o play:
A ideia foi desenvolvida pela agência alemã Das Comitee, baseada em Hamburgo, para a ong Regenbogen, com o objetivo de alertar a população sobre a contaminação pelo vírus HIV. Criaram até um twitter oficial, o @aidsmassmurder.
De acordo com os dados da campanha, oito pessoas contraem a doença a cada dia na Alemanha. Eles defendem que não se dá mais atenção devida ao perigo da Aids, razão da morte de cerca de 28 milhões de indivíduos, até agora, no mundo. As imagens mostram a síndrome como uma assassina de massas, comparando o vírus a Hitler, Saddam Hussein e Joseph Stalin.

Mas o uso da imagem de Hitler, sempre um assunto sensível na Alemanha, incomodou algumas organizações de proteção aos soropositivos. A propaganda os teria estigmatizado. Já houve gente a dizer que o vídeo ridiculariza as vítimas do nazismo, pedindo sua exclusão imediata.
O diretor criativo da Das Comitee, Hans Weishäupl, concorda que o método utilizado é controverso. "O que conta é a mensagem. É claro que usar a imagem de Hitler foi provocativo", disse ele em uma reportagem da revista Time. "Mas como você visualiza um vírus terrível?"

























Criativo.
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